sexta-feira, 26 de março de 2010

Desmatamento mundial diminui, mas segue alarmante em muitos países

Roma, Itália, 25 de março de 2010 – O desmatamento mundial, fundamentalmente a conversão de florestas tropicais para terras agrícolas, diminuiu nos últimos 10 anos, mas continua num ritmo alarmante em muitos países, a FAO anunciou hoje.

Mundialmente, cerca de 13 milhões de hectares de florestas foram convertidos para outros usos ou perdidos por causas naturais cada ano entre 2000 e 2010, em comparação com cerca de 16 milhões de hectares perdidos anualmente na década de 90, de acordo com as principais conclusões do mais completo levantamento florestal já realizado pela FAO: Avaliação dos Recursos Florestais Mundiais 2010. O estudo cobre 223 países e territórios.

Brasil e Indonésia, que tiveram os maiores taxas de perdas florestais nos anos 90, reduziram significativamente suas taxas de desmatamento. Além disso, ambiciosos programas de plantações florestais em países como China, Índia, Estados Unidos e Vietnã – combinados com a expansão natural de florestas em algumas regiões – tem adicionado mais de sete milhões de hectares de florestas a cada ano. O resultado é que a perda líquida de área florestal diminuiu para 5,2 milhões de hectares por ano entre 2000 e 2010, menos que os 8,3 milhões de hectares anuais nos anos 90.

A área florestal mundial total é de pouco mais de quatro bilhões de hectares, ou 31% da superfície terrestre total. A perda líquida anual de florestas (quando a soma de todos os ganhos em cobertura florestal é menor que todas as perdas) em 2000-2010 é o equivalente a uma superfície similar à Costa Rica.

- Brasil perdeu uma média de 2,6 milhões de hectares de florestas por ano nos últimos 10 anos, comparado com uma perda anual de 2,9 milhões de hectares anuais na década de 90; na Indonésia as perdas foram de 500 mil hectares no período de 2000-2010 e de 1,9 milhão de hectares no período de 1990-2000.

Fonte: www.fao.org.br/ddmcramp.asp

quinta-feira, 18 de março de 2010

Abaixo assinado da FAO contra a Fome


A FAO (orgão da ONU) que combate a fome, tem um abaixo assinado virtual contra os índices absurdos de 1 bilhão de pessoas no mundo lutando contra a fome. Para participar basta acessar o site http://www.1billionhungry.org/home/pt/ e informar o e-mail e o país.


Brasil reduz número de favelas, afirma ONU

Na última década, o Brasil reduziu em 16% a população de habitantes de favelas, o que representa cerca de 10,4 milhões de pessoas. A fatia de habitantes que moram em habitações precárias diminuiu de 31,5% para 26,4% em dez anos, graças à adoção de políticas econômicas e sociais, diminuição da taxa de natalidade e migração do campo para a cidade. As conclusões estão no relatório "State of the World’s Cities 2010/2011", produzido pelas Nações Unidas (ONU).

Em todo o mundo, 227 milhões de pessoas deixaram de viver em favelas nos últimos dez anos, informa o relatório. Entre os países que mais avançaram na questão, o Brasil está atrás apenas de China, Índia e Indonésia.

Apesar disso, a ONU aponta que crescimento populacional e o êxodo rural fizeram com que no total o número de favelados crescesse de 776,7 milhões para 827,6 milhões durante a década. Os autores do estudo calculam que, mantida a taxa atual, o número de habitantes de favelas chegará a 889 milhões em 2020.
Na América Latina, Argentina, Colômbia, México e Brasil juntos representam 79% do desenvolvimento urbano que a região conquistou no período. Na Argentina, destaca a análise, houve melhora na vida de 5 milhões de favelados.
Em relação ao Brasil, o estudo valia que a diminuição do número de favelados também foi possível com a criação do Ministério das Cidades, adoção de uma emenda constitucional afirmando o direito do cidadão à moradia e os subsídios de materiais de construção, terrenos e serviços.

'PASSOS GIGANTES'
Segundo o relatório, China e Índia - países mais populosos do planeta - deram "passos gigantes" para melhorar as condições de moradia de suas populações.
Metade deste crescimento veio de pessoas que já viviam em favelas, um quarto de migrantes do campo para áreas urbanas e outro quarto de pessoas que viviam em áreas rurais nas bordas das cidades e que tiveram suas residências engolidas pelo crescimento urbano.
Na semana que vem, o Rio será sede do V Fórum Urbano Mundial, entre os dias 22 e 26. Com tema "O Direito à Cidade: Unindo o Urbano Dividido", O evento da ONU visa analisar os desafios da rápida urbanização e seus impactos na sociedade.
(Com informações da BBC Brasil)

Fonte: Estadão

China rebate críticas dos EUA

A China rebateu as críticas dos EUA sobre direitos humanos, dizendo a Washington para colocar a sua própria casa em ordem antes de criticar os outros e culpou a política dos EUA como responsável pela crise financeira global
Faz o que ele diz, não faças o que ele faz. É o que a China pensa a propósito do seu rival americano. Segundo Pequim, apesar de acusarem outros países de suprimir a liberdade de expressão e de comunicação, os EUA têm intensificado uso de espionagem e escutas nos seus próprios cidadãos.


A China rebateu as críticas dos EUA sobre direitos humanos, dizendo a Washington para colocar a sua própria casa em ordem antes de criticar os outros e culpou a política dos EUA como responsável pela crise financeira global.


Comentários irritados - os últimos de uma série de trocas de acusações entre Washington e Pequim - acompanha o lançamento de um relatório do Departamento de Estado dos EUA condenando o que Washington diz ser um agravamento dos direitos humanos na China.


A China, por outro lado, publicou o seu relatório, acusando os EUA de usar os direitos humanos como um instrumento político para interferir nos assuntos de outros países."Numa altura em que o mundo está a sofrer uma grave problema de direitos humanos causado pela crise iniciada nos EUA, induzindo a crise financeira global, o governo americano ainda ignora os seus sérios problemas de direitos humanos, mas adora acusar outros países. É realmente uma pena", lê-se no relatório chinês.


O documento refere que, apesar de acusar outros países de suprimir a liberdade de expressão e de comunicação, os EUA têm intensificado uso de espionagem e escutas telefónicas nos seus próprios cidadãos.


O relatório acrescenta que os cidadãos americanos foram ameaçados por "crimes de violência generalizada", enquanto que os abusos de poder snao comuns entre os funcionários responsáveis pela aplicação da lei nos EUA.


"Os Estados Unidos não têm apenas um terrível problema interno de direitos humanos, são também a principal fonte de muitos problemas de direitos humanos em todo o mundo", declara o relatório chinês. Durante os últimos 11 anos a China tem feito seu próprio relatório sobre direitos humanos nos EUA em resposta à avaliação anual do Departamento de Estado Americano.


Este ano, a troca vem a meio de um período particularmente tenso nas relações entre os dois países, seguidos pela vendas de armas dos EUA a Taiwan, de uma visita do Dalai Lama aos Estados Unidos, e uma série de disputas comerciais. No seu relatório, o Departamento de Estado americano colocou a China ao lado do Irão, Cuba, Coreia do Norte e Myanmar, entre os piores violadores dos direitos humanos em 2009.


O documento americano refere que a situação dos direitos humanos piorou nalgumas áreas no ano passado, tendo aumentado a punição de advogados e activistas, repressão de tibetanos e da minoria uigur, e um reforço dos controles já rigorosos na internet.


Postado em Hoje Macau