terça-feira, 29 de junho de 2010

Candidatos entre a fé e a urna

Publicado em 27.06.2010

Políticos investem forte nos principais segmentos religiosos – imensos rebanhos de votos. No País, só 7% afirmam não seguir religião, segundo Datafolha
Rafael Dantas

Especial para o JC
O Estado é laico, mas as eleições não. Mesmo que o período de campanha oficial não tenha começado, os candidatos à Presidência da República e às Casas Legislativas iniciaram faz tempo a procissão pelos votos junto aos principais segmentos religiosos. Num País onde apenas 7% da população afirma não seguir nenhuma religião, não é raro que o interesse dos candidatos se posicione ao lado das lideranças das maiores igrejas do Brasil.

Dentre inúmeras denominações, são as igrejas pentecostais e neo-petencostais (a exemplo da Assembleia de Deus e da Igreja Universal, respectivamente) as que mais têm participado destas “alianças” político-partidárias. “O envolvimento com a política não é exclusividade de nenhuma igreja, mas é bem perceptível que a participação entre as evangélicas pentecostais é mais constante”, afirma o cientista político e professor da UFPE, Adriano Oliveira.

A importância dos grupos religiosos para o resultado final das eleições se dá pela fidelidade dos fieis a seus líderes e ao número crescente desses rebanhos. Segundo o Instituto Datafolha, 25% da população brasileira se identifica como evangélica, sendo 19% de origem pentecostal. “A relação entre religião e política é provocada porque os políticos sabem que o eleitorado evangélico pode garantir a eleição deles. Em nome de Deus, o eleitor acaba se comprometendo com o candidato”, explicou o cientista político.

Mesmo com a influência que algumas igrejas exercem sobre os fieis, Adriano Oliveira acredita que, nas eleições presidenciais deste ano, o fator econômico terá um peso maior na decisão do eleitorado do que a opinião dos líderes espirituais.

Para a socióloga especializada em eleições e religião, Maria das Dores Machado, professora da UFRJ, os critérios que regem as alianças se dão muito mais por questões pragmáticas do que ideológicas. “Os votos ‘religiosos’ são de um caráter pragmático. Eles têm a preocupação de estar sempre muito próximo do poder. Não passa por uma discussão de esquerda ou direita, mas muito mais numa lógica de quais são as possibilidades do grupo ampliar a sua capacidade de intervenção na esfera pública.” Entre as principais vantagens negociadas com o poder público estariam as parcerias no campo da assistência social e as concessões radiofônicas.

Frente aos interesses da formação dessas alianças, as candidaturas de José Serra (PSDB) e Dilma Roussef (PT) polarizam mais as intenções de voto e a preferência das lideranças religiosas do que Marina Silva (PV), que é evangélica, membro da Assembleia de Deus, a maior denominação evangélica do País. “A Assembleia de Deus está se dividindo entre Serra e Dilma e a Universal está apoiando praticamente Dilma”, destaca Maria das Dores.

CAMPANHA
Dilma Roussef, José Serra e Marina Silva, os três principais candidatos na disputa pela Presidência, vez por outra participam, discursam e até patrocinam eventos religiosos. A mais questionada nas entrevistas sobre o assunto é a presidenciável do Partido Verde. Em discurso em Garanhuns (Agreste pernambucano), em abril, Marina disse que não iria misturar questões religiosas com políticas. “Não vou usar o púlpito como palanque e não vou satanizar ninguém”. Marina frequentemente é indagada sobre temas ácidos para sua religião, como abordo e legalização da maconha.

A candidata petista e o presidenciável tucano apostam respectivamente no apoio da Universal do Reino de Deus e da Assembleia de Deus, que já disse que não apoiará Marina no pleito de outubro. Nas suas caminhadas, Serra já comentou sobre casamento homossexual em evento evangélico e até recebeu bênção do padre Marcelo Rossi no Santuário do Terço Bizantino. As aparições de Dilma em eventos religiosos começaram no ano passado, quando numa mesma semana, em outubro, participou de um culto, em São Paulo, uma procissão católica, no Pará, e ainda tomou um banho de axé, na Bahia.

Fonte: Jornal do Commércio

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Violações de direitos humanos prosseguem em Honduras, diz Comissão da OEA

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) alertou nesta segunda-feira que os direitos humanos continuam a ser violados em Honduras, segundo relatório preliminar apresentado por um grupo do organismo que visitou o país em maio.

Durante a visita, entre os dias 15 e 19 do mês passado, a Comissão "constatou que prosseguem as violações aos direitos humanos no contexto do golpe de Estado" que depôs o governo do ex-presidente Manuel Zelaya em junho do ano passado.

Segundo a CIDH, há informações sobre o assassinato de várias pessoas, entre elas jornalistas e defensores e defensoras de direitos humanos. Além disso, defensores de direitos humanos, jornalistas, comunicadores sociais, professores, sindicalistas e membros da resistência seriam alvo de ameaças e fustigações que não são devidamente investigados.

O organismo autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), também denunciou no que qualificou como "Observações Preliminares" a militarização da sociedade hondurenha como resultado do golpe de Estado.

De acordo com a entidade, pode ser observado que altos comandantes do Exército ou ex-membros das forças armadas que são alvos de denúncias por participação no golpe de Estado estão ocupando a gerência de dependências públicas de alto nível no governo do presidente Porfirio Lobo.

Comissão de Direitos Humanos aprova quatro projetos que beneficiam deficientes

Quatro projetos de lei que beneficiam pessoas com deficiência foram aprovados nesta quarta-feira (9) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH). Entre os benefícios previstos estão aposentadoria especial,garantia de acesso aos estudos,isenção de impostos para aquisição de cadeira de rodas (inclusive as motorizadas) e permissão para que o trabalhador que cuida de deficiente - ou alguém acometido por doença - possa se ausentar do serviço. Essas matérias ainda têm de passar por votação em outras comissões da Casa.

A aposentadoria especial está prevista no PLC 40/10, projeto de lei que teve origem na Câmara dos Deputados. Essa proposta reduz o tempo de contribuição exigido para que o deficiente se aposente - e a redução varia conforme diversas condições, detalhadas no texto, que envolvem desde a gravidade da deficiência e a idade do beneficiado até o período de contribuição. A matéria, que teve como relator o senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), vai agora à Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O PLS 22/10, por sua vez, garante aos deficientes o acesso a atendimento escolar - ou seja, aos estudos - em locais especiais. Mas, para que isso ocorra, a proposta exige que eles comprovem a impossibilidade de frequentar estabelecimentos de ensino. O autor do projeto é o senador Augusto Botelho (PT-RR). O texto, que teve como relator o senador Jefferson Praia (PDT-AM), será enviado agora à Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

A isenção tributária para a compra de cadeira de rodas - inclusive quando o equipamento for motorizado - é uma das principais medidas do PLS 277/09, apresentado pelo senador Flávio Arns (PSDB-PR). A matéria prevê que, na aquisição da cadeira, de suas partes e acessórios, será concedida isenção do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados. Também reduz a zero as alíquotas da Cofins e do PIS/Pasep sobre a importação e a venda desses bens no país e, além disso, cria um incentivo tributário para que os bancos ofereçam linhas de crédito especiais para a compra de cadeiras de rodas. O senador Magno Malta (PR-ES) foi o relator da proposta, que será enviada à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Já o PLS 369/09, de autoria do senador Raimundo Colombo (DEM-SC), permite que o responsável por pessoa portadora de deficiência (ou acometida por doença que exija tratamento especial) se ausente do emprego por até 10 horas da jornada semanal de trabalho, sem que isso prejudique seu salário. O texto aponta várias exigências a serem respeitadas, como a apresentação de laudo médico e a condição de que a respectiva empresa tenha mais de 15 funcionários. A senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) foi relatora da matéria, que vai à Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Fonte: Agência Senado

Pernambuco quer integrar Programa Nacional de Direitos Humanos

Por Fabiana Golçalves

Integrantes do Comitê Pernambucano em Defesa do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) reuniram-se hoje (09) à tarde com o secretário de Direitos Humanos do Estado, Rodrigo Pelegrino, para iniciar o processo de adesão do Estado ao projeto nacional.

O PNDH3 é um conjunto de recomendações que refletem as políticas de interesse da população brasileira em seus mais variados setores. Ele é resultado de dezenas de conferências estaduais, com a participação da sociedade civil e do governo.

Em Pernambuco, os municípios de Olinda e Jaboatão dos Guararapes já aderiram oficialmente ao Programa. A intenção é que o PNDH3 seja implantado integralmente no Estado. Para isso, seus representantes marcarão em breve uma audiência com o governador Eduardo Campos para oficializar a adesão.

Fonte: Blog de Inaldo Sampaio

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Aumento do número de adolescentes de 15 a 17 anos que trabalham

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) fez um alerta nesta sexta-feira (7/5) para o aumento no número de trabalhadores com idade entre 15 e 17 anos em todo o mundo. De acordo com o relatório Acelerar a Luta contra o Trabalho Infantil, publicado a cada quatro anos, o total passou de 52 milhões, em 2004, para 62 milhões, em 2008. Para a OIT, o aumento é alarmante.

Entre as meninas, a redução do trabalho infantil foi de 15% e, em setores considerados como as piores formas de exploração da mão de obra de adolescentes, de 24%. Já entre os meninos, houve um aumento de 7% no trabalho infantil e, em relação às piores formas, foram registradas poucas alterações.

Na faixa etária entre 5 e 14 anos, o número de crianças trabalhadoras diminuiu cerca de 10%, sobretudo na Ásia, na América Latina e no Caribe.Já na África Subsaariana, o estudo classifica a situação de preocupante, uma vez que uma em cada quatro crianças entre 5 e 17 anos trabalha na região.

Na Ásia, o índice de meninos e meninas trabalhadores é de um em cada grupo de oito, e na América Latina e no Caribe, de um em cada dez A maioria das crianças e adolescentes inseridos no trabalho infantil continua na agricultura (60%) e apenas um em cada grupo de cinco recebe salário.

Fonte: Agência Brasil

Meninas adolescentes fumam mais que garotos, diz pesquisa

Estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em escolas públicas da cidade de São Paulo, revelou que as meninas estão fumando mais que os garotos. Entre os cerca de 10% dos alunos que fumam, 61% deles são mulheres. Além disso, atualmente, cerca de 17,1 milhões mulheres ainda fumam no Brasil.

Dikran Armaganijan, diretor de Promoção à Saúde Cardiovascular da SBC, declarou estar preocupado. A pesquisa feita pela SBC, com 2.829 estudantes dos Ensinos Fundamental e Médio, constatou que quase 10% dos alunos fumam, sendo 61% meninas e 39% meninos. Entre as garotas, 11% fumam a menos de um ano; 59% entre 1 e 3 anos; 28% entre 4 e 6 anos; e 2% mais do que 6 anos.

De acordo com Silvia Cury, integrante do Comitê Antitabaco da SBC e coordenadora da pesquisa, mundialmente o uso do cigarro entre as meninas têm aumentado e a indústria tabagista vem comercializando produtos "light" e com "baixos teores de alcatrão e nicotina" com forte apelo entre as mulheres. "Os riscos destes produtos são os mesmos", afirma.

Dia Mundial Sem TabacoDomingo (31), será comemorado o Dia Mundial Sem Tabaco. Este ano, o tema escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é "Tabaco e Mulher". Armaganijan explica que a mulher foi escolhida para ser o foco da campanha por dois motivos: por ela ser influente na decisão do marido ou companheiro em largar o cigarro e por ela própria quando é a fumante. "É preciso alertar sobre os danos causados no organismo feminino pelo tabaco, que muitas vezes está associado à pílula anticoncepcional e pode causar infarto e derrames precocemente", alerta.


Fonte: Yahoo

sexta-feira, 7 de maio de 2010

200 milhões sem anticoncepcionais

Segundo o Unfpa, milhões de mulheres em países em desenvolvimento ainda não têm acesso à anticoncepcionais modernos; o lançamento da pílula nos Estados Unidos completa 50 anos neste domingo.

Planejamento familiar
Renata Pedini, da Rádio ONU em Nova York.

A pílula anticoncepcional completa 50 anos neste domingo. O contraceptivo ajudou mulheres a exercer o direito de determinar a quantidade de crianças e quando engravidar e se tornou o método mais popular para evitar a gravidez.

Porém, mais de 200 milhões de mulheres em países em desenvolvimento não têm acesso à contraceptivos modernos. A afirmação é da diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, Thoraya Obaid.

Saúde Reprodutiva
De acordo com ela, são necessários mais investimentos para proteger a saúde e os direitos femininos em todo o mundo.

Ainda segundo Obaid, a pílula permitiu que as mulheres pudessem se dedicar à educação e ao mercado de trabalho, beneficiando também as famílias delas, sociedades e nações.

Os 50 anos da pílula e consequências serão discutidos num simpósio em 8 de junho. A ideia é debater o futuro da tecnologia em saúde reprodutiva.

Metas do Milênio
Em 2008, o Fundo das Nações Unidas para a População e doadores destinaram mais de US$ 210 milhões, o equivalente a R$ 390 milhões, para a aquisição de contraceptivos.

Com o crescimento da demanda, seria necessário dobrar o montante para satisfazer as necessidades até 2015, de acordo com a Unfpa. O ano de 2015 é o limite para o cumprimento das Metas do Milênio, que englobam o acesso à reprodução saudável e planejamento familiar.
Fonte: site da ONU