Segundo o Unfpa, milhões de mulheres em países em desenvolvimento ainda não têm acesso à anticoncepcionais modernos; o lançamento da pílula nos Estados Unidos completa 50 anos neste domingo.
Planejamento familiar
Renata Pedini, da Rádio ONU em Nova York.
Planejamento familiar
Renata Pedini, da Rádio ONU em Nova York.
A pílula anticoncepcional completa 50 anos neste domingo. O contraceptivo ajudou mulheres a exercer o direito de determinar a quantidade de crianças e quando engravidar e se tornou o método mais popular para evitar a gravidez.
Porém, mais de 200 milhões de mulheres em países em desenvolvimento não têm acesso à contraceptivos modernos. A afirmação é da diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, Thoraya Obaid.
Saúde Reprodutiva
De acordo com ela, são necessários mais investimentos para proteger a saúde e os direitos femininos em todo o mundo.
De acordo com ela, são necessários mais investimentos para proteger a saúde e os direitos femininos em todo o mundo.
Ainda segundo Obaid, a pílula permitiu que as mulheres pudessem se dedicar à educação e ao mercado de trabalho, beneficiando também as famílias delas, sociedades e nações.
Os 50 anos da pílula e consequências serão discutidos num simpósio em 8 de junho. A ideia é debater o futuro da tecnologia em saúde reprodutiva.
Metas do Milênio
Em 2008, o Fundo das Nações Unidas para a População e doadores destinaram mais de US$ 210 milhões, o equivalente a R$ 390 milhões, para a aquisição de contraceptivos.
Em 2008, o Fundo das Nações Unidas para a População e doadores destinaram mais de US$ 210 milhões, o equivalente a R$ 390 milhões, para a aquisição de contraceptivos.
Com o crescimento da demanda, seria necessário dobrar o montante para satisfazer as necessidades até 2015, de acordo com a Unfpa. O ano de 2015 é o limite para o cumprimento das Metas do Milênio, que englobam o acesso à reprodução saudável e planejamento familiar.
Fonte: site da ONU
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