terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Vivendo mais


Esta semana o IBGE anunciou que a expectativa de vida do brasileiro aumentou, passando de 69,66 anos (69 anos, 7 meses e 29 dias) para 72,86 anos (72 anos, 10 meses e 10 dias) em 2008. Uma estatística para comemorar. As pessoas estão vivendo mais no País, temos mais velhinhos nas ruas. Porém, esses dados nos trazem a reflexão de uma nova realidade: a necessidade de cuidados para que essa vida mais longa tenha mais qualidade.

Numa matéria publicada no mês passado no Jornal do Commércio apontava que no Estado, dentro do serviço público de saúde, havia apenas 12 geriatras, um para cada 74 mil idosos. Os problemas, porém, não param na saúde. Mesmo que em proporções menores que em relação os deficientes físicos, os idosos sofrem com os difíceis acessos. No transporte público, o sofrimento é grande na maioria das capitais. A qualidade de vida dos nossos velhinhos fica comprometida com a falta de uma política de serviços públicos de qualidade.

Além dos serviços básicos, outra preocupação deve estar relacionada ao lazer dos idosos. Sem atividades profissionais, é fundamental que tenham atividades de lazer, entretenimento e cultura para aproveitar a velhice. A Academia da Cidade é um grande exemplo da criação de oportunidades para a terceira idade cuidar da saúde física e mental. Além de se divertir.

Vivendo mais, surge também uma outra discussão: pensar a morte. A morte deixou de ser um evento e passou a ser um processo, muitas vezes bem longo, enfrentando doenças incuráveis. Daí ser fundamental desenvolver o conceito dos cuidados paliativos, que permitem uma qualidade de vida maior, mesmo em meio as doenças.

Pesquisa
Segundo a pesquisa, no entanto, os números brasileiros são relativamente baixos, se comparados com países como Japão, China, Suíça, Islândia, Austrália, França e Itália, onde a vida média já é superior a 81 anos. Conforme o IBGE, somente por volta de 2040 o Brasil alcançaria uma expectativa de vida ao nascer no patamar dos 80 anos. Os idosos são hoje 14,5 milhões de pessoas, 8,6% da população total do País.

Nenhum comentário:

Postar um comentário